Mario Simões - Portugal



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Psiquiatra, professor agregado de Psiquiatria e de Introdução às Ciências da Consciência da Faculdade de Medicina de Lisboa. Diretor dos Cursos de Pós-Graduação de Hipnose Clínica e Experimental (com a técnica pela Reestruturação Vivencial e Cognitiva -“TRVC”) do Instituto de Formação Avançada da mesma Faculdade. Regente da cadeira de Psiquiatria e Saúde Mental do Curso de Mestrado de Ciências de Enfermagem do ICBAS – Porto e da Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada. Fundador da Alubrat e Presidente da Assembléia Geral da Associação Luso Brasileira de Psicologia Transpessoal, Fundador da Imaginal e Presidente da Assembléia da Associação Portuguesa de Hipnose Clínica e Experimental. Seus interesses profissionais e científicos: psicopatologia da consciência, psicogeriatria, estados modificados de consciência (hipnose, meditação) e parapsicologia científica.

Palestra: "OPERACIONALIZAR A FELICIDADE (AUTÊNTICA?)"

A "operacionalização" do conceito e da vivência de felicidade tem a ver com uma atitude pragmática perante a vida, com a experiência clínica e reflexões sobre o tema. Da primeira decorre a necessidade de saber "o caminho, o como fazer", quando já se sabe o que fazer. A segunda, transmitida pelos pacientes, dá uma definição de felicidade, pela sua ausência - histórias de pessoas que se sentem infelizes, dizendo as razões da sua infelicidade. Constrói-se, assim, uma definição de felicidade a partir do que consideram ser a negação daquela. Decorre da natureza humana, que esta para além de ser perturbante - as ciências humanas o confirmam - também é perturbável (facilmente!), tanto biológica como emocionalmente. De tal modo, que a permanência prolongada em qualquer situação extrema, biológica, psicológica ou social, não é adequada à manutenção da vida quotidiana naqueles três domínios. Se a felicidade é apenas uma vivência de uma situação extrema prolongada num daqueles três componentes da natureza humana, então, seguramente, não é adaptativa ao quotidiano e, por isso, surgem como "estados", "momentos”. No entanto, se entendermos que "ser feliz", não se reduz àqueles três aspectos ou a um em particular, mas é mais vasto, englobando áreas da cultura, da estética e do espiritual, então o estado de felicidade tende a tornar-se cada vez mais frequente e intenso e ao mesmo tempo mantenha a sua autonomia e vida de relação com outros. Porque se pretende adequar a vivência de felicidade a uma maioria e não a meia dúzia de iluminados, em "estados" cada vez mais frequentes e eventualmente mais intensos, pensa-se que é possível "operacionalizar", isto é, ter indicações do "como" se realizam "estados de felicidade".

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