Elson Montagno - Brasil




Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Goiás e doutorado em Medicina pela Freie Universitaet Berlin na Alemanha. É especialista em Neurocirurgia com título pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e ênfase nos seguintes temas: Cirurgia cerebral (brain surgery), Cirurgia estereotaxica (stereotactic surgery), Cirurgia da dor (pain), Cirurgia Funcional (para Doença de Parkinson), Radiocirurgia (computer tomography and magnetic ressonance imaging guided radiosurgery), Estudos da consciência (Consciousness studies) e Prevenção em massa de doenças neurodegenerativas (Mass prevention of neurodegenerative diseases).

PALESTRA: A Felicidade Verdadeira na neurobiologia e atmosfera geomagnética do Brasil, local de energia.

A neurociência referencia a eletroquímica da felicidade ao cérebro. Quanto a esta, parecemos estar "fora da curva" mundial a despeito de gravíssimos problemas seculares que, como pesos, carregamos. Crudelíssimos mecanismos antropogênicos têm prevenido a colheita da "felicidade geral da nação". Apesar disso, é tentativamente aceito por muitos que, aqui no Brasil, "somos" um povo feliz. O natural interesse pelo tema Felicidade é reforçado por alertas, dada a alta prevalência do "espectro depressivo" em todo mundo, aqui, principalmente, entre os idosos. Um "mal do século", a depressão, antípoda da felicidade, é o resultado negativo de medições feitas em várias áreas. 

Neste trabalho, correlacionamos a neurobiologia com o geomagnetismo atmosférico para avançar uma hipótese que lança luz sobre o nosso aparente paradoxo. O Sistema Nervoso, núcleo condensador no hardware corporal, qual um "coletor de cargas" de energia, propiciaria essa correlação. Pois há uma variante anômala de componentes de energia planetária, um gigantesco campo eletromagnético que faz de nosso país um local especial de "captação" de energia. Nosso habitat natural é como um imenso dielétrico, situado entre o solo e a magnetosfera. E desde a África, com determinantes históricos e genéticos, sobre "onde" no país, e "como" nos corpos e no cérebro essa energia pode atuar.

Processos mega-históricos no meio ambiente intercontinental, na biodiversidade dos seres e no cérebro humano seriam transformadores dessa "energia". A mudança de paradigmas no campo do "Saber", no "Campo da Consciência", cria espaço-tempos expandidos que abarcam campos geomagnéticos gigantes e culturas etnográficas inteiras. Assim, um "Campo Neuropsicológico" permearia o cérebro e sua mente, ou a consciência particularizada e seu cérebro, em cada pessoa e em relação contextual com o ambiente cultural e natural do Brasil.

No hemisfério sul do planeta Terra a "Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS)" vem ao foro por causa das suas possíveis implicações para a ‘Felicidade Verdadeira’, sustentável sócio-ambientalmente. A AMAS, presentemente na vida brasileira cotidiana, desperta sentimentos e pensamentos que tentamos integrar com aspectos médicos, astrofísicos geomagnéticos, neuropsicológicos e psíquicos. Esses permitem ver partes de um quebra-cabeças de dimensões cósmicas, ordenar um mosaico, formar um desenho por meio da ciência. Uma cosmo-visão ampla do povo misturado que somos, eletromagnetismo cósmico que alcança não só montanhas de minério de ferro, mas edificações, árvores e, possivelmente, corpos e cérebros. Raios cósmicos, estressantes para a vida, geram mutações como, por exemplo, as uvas Benitake e Brasil, que aqui "brotaram" da uva Itália trazida para o estado do Paraná, perto do epicentro da AMAS.

A AMAS pode ter relação com expansão da flexibilidade adaptativa e da biodiversidade e, portanto, com prontidão para a expansão da consciência corporal sob a forma de Felicidade.

A AMAS sempre visitou a África, cadinho da espécie humana, esteve da última vez sobre ela há 400 anos, quando de lá foi importado, sob a forma de mãos e braços fortes, parte de nosso rico germoplasma brasileiro. A AMAS, que "gira" em torno do hemisfério sul, esteve sobre a América do Sul antes, e desde 15.000 anos quando os primeiros humanos, aborígenes, aqui chegaram remando da Oceania. Esteve sobre nossos nativos indígenas, muitas vezes, desde que os povos mongolóides que os originaram, vindos da Sibéria cruzando o estreito de Behring, o acesso norte ao continente americano, de onde se espraiaram. Estes e aqueles, e tantos outros somos nós hoje, o povo feito por sangues vários e por uma energia única, transbordante, que há de ser ativamente transformada só em felicidade verdadeira.  
 


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