Anna Patrícia Chagas - Brasil






Anna Patrícia Chagas é Psicóloga, Terapeuta Corporal, Terapeuta Comunitária, Mestre em Ciências da Religião pela PUC/SP, Coordenadora da Pós-gradução da Unipaz- Vale (Lorena/SP) e Fundadora do Instituto Diálogos do Ser. Autora dos livros “Maria Madalena: o feminino na luz e na sombra”, Ed. Lucerna,  2005 e “ Corpo: prazer, dor e luz”, Ed. Diálogos do Ser, 2009. Membro do CIT- Colégio Internacional dos Terapeutas.



Palestra: "Corpo e Transcendência"



A visão mecânica dos nossos corpos, que corresponde a uma visão linear do tempo, e à forma como organizamos a vida humana dentro de um espaço tridimensional, é uma herança da física newtoniana. A sua máxima expressão é a idéia do “homem-máquina”. Contudo, hoje até as pessoas mais materialistas e céticas falam com muita naturalidade da “energia” boa ou ruim de um lugar, de uma pessoa, de nossos corpos.  Todos sentimos, percebemos, com muita clareza e facilidade o quanto – e como – somos afetados pelas energias que emanamos e recebemos. E quando falamos disso, estamos nos referindo a uma dimensão invisível, não material dos nossos corpos, daquilo que eles emanam, daquilo que os atravessa.
Nossos corpos físicos são atravessados pela Luz. Toda a energia que os move é Luz. Os físicos hoje contam-nos que matéria é luz densificada, em uma frequência de onda mais lenta. Ou seja, já podemos afirmar que matéria e luz são da mesma natureza. Porém, tomar consciência desta fonte de energia de amor e doação se fundamenta em um processo gradativo de abertura e de entrega a uma inteligência superior, descrita de diferentes maneiras nas mais diversas tradições religiosas, aqui chamada de Força Espiritual.
Todo ser humano é uma ponte entre o Céu e a Terra. Ou seja, nosso desafio é aprender a lidar com estas duas fontes de energias, sem negligenciar nenhuma delas! Não podemos viver como seres alados, que negam sua materialidade, nem encarcerados em nossa realidade concreta, como se fôssemos apenas um corpo!
Em nossos corpos vivemos a plenitude de nossa humanidade, expressão máxima de nossa encarnação, templo onde habita o Sopro da vida.


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